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Dr. Lucas Tadeu Moura Endocrinologia e Clínica Médica

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Implante hormonal

O implante hormonal é uma via de administração de hormônio, e não um tratamento em si. Esta página explica o que é, quando é indicado e o que a regulação brasileira exige de quem o utiliza.

Mesa de consultório vista de cima, com uma pasta de papel fechada, um estetoscópio, uma caneta e uma planta pequena

O que é

Implante hormonal é um pequeno dispositivo, ou pastilha, inserido sob a pele em procedimento ambulatorial, que libera hormônio de forma contínua por alguns meses. É uma via de administração, assim como comprimidos, adesivos, géis e injeções. O que define se um tratamento hormonal está indicado não é a via, e sim o diagnóstico.

A reposição de hormônios por implantes subcutâneos existe desde a década de 1930, quando foi descrita pelo endocrinologista Robert B. Greenblatt. É uma entre as vias que um endocrinologista pode considerar quando há indicação de tratamento hormonal.

Quando é indicado

O implante é uma das vias que podem ser indicadas quando há indicação de tratamento hormonal, com as mesmas regras de diagnóstico, contraindicação e acompanhamento das outras vias:

  • Menopausa, quando há indicação de terapia hormonal. A escolha entre as vias (adesivos, géis, comprimidos ou implante) é individual e discutida com você. Veja a página sobre menopausa.
  • Hipogonadismo masculino confirmado, com reposição de testosterona quando há indicação formal. Veja a página sobre testosterona.

Em qualquer caso, a decisão passa por diagnóstico confirmado, avaliação de riscos, escolha da via com produto adequado e acompanhamento com exames. O implante não é indicado para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhora de desempenho.

Limites e riscos

  • A dose liberada por um implante não pode ser ajustada depois de inserido; se houver efeito adverso, é preciso removê-lo.
  • Efeitos adversos dependem do hormônio: com estrogênio e progestagênios, os mesmos da terapia hormonal por outras vias; com androgênios, acne, alteração de voz e de pelos, alterações do colesterol, do fígado e do hematócrito, além de infertilidade.
  • Há risco local de infecção, extrusão e cicatriz.
  • Por isso o acompanhamento com exames, antes e durante, é parte do tratamento.

O que a regulação diz

  • Anvisa, RE nº 4.353/2024: proíbe a manipulação, a comercialização, o uso e a propaganda de implantes hormonais manipulados contendo esteroides anabolizantes ou androgênicos para fins estéticos, ganho de massa muscular ou melhora de desempenho. A SBEM, da qual o Dr. Lucas é membro, apoiou a medida.
  • Resolução CFM nº 2.333/2023: veda ao médico prescrever terapias hormonais com esteroides androgênicos ou anabolizantes com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho.
  • Resolução CFM nº 2.336/2023: proíbe na publicidade médica a promessa de resultado, a alegação de superioridade de um método sobre outro e o anúncio de técnicas sem reconhecimento científico.

Por isso, aqui o implante é apresentado como uma via de administração com indicação médica, sem promessa de resultado e sem alegação de superioridade, e nunca para fins estéticos, de ganho de massa ou de desempenho.

Perguntas frequentes

Implante hormonal emagrece?

Não há indicação de implante hormonal para emagrecimento, e o uso de hormônios com essa finalidade é vedado. Obesidade tem tratamento próprio, descrito na página sobre obesidade.

O chamado chip da beleza é a mesma coisa?

Não. O termo é usado no mercado para implantes manipulados de gestrinona ou de outros androgênios, com finalidade estética. A Anvisa proíbe a manipulação, o uso e a propaganda desses implantes, e o CFM veda a prescrição. O implante com indicação médica, com produto adequado e acompanhamento, é coisa diferente.

O Dr. Lucas faz implante hormonal?

Sim, como uma das vias de administração de hormônio, quando há indicação clínica e com produto adequado. A decisão é tomada na consulta, com avaliação de riscos e acompanhamento, e nunca para fins estéticos, de ganho de massa ou de desempenho.

Implante é melhor do que adesivo ou comprimido?

Não há evidência de superioridade. Cada via tem vantagens e desvantagens, e a escolha é individual, com acompanhamento.

Fontes

  • Anvisa. Resolução RE nº 4.353, de 21 de novembro de 2024. Implantes hormonais manipulados.
  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Posicionamento da SBEM e nova resolução da Anvisa sobre implantes hormonais manipulados, 2024.
  • Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.333/2023 e Resolução CFM nº 2.336/2023.
  • The 2022 Hormone Therapy Position Statement of The North American Menopause Society. Menopause, 2022.

Última atualização do texto: 02/10/2026.

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